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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Primeiros Socorros

FERIMENTOS

Lave com água e sabão, desinfete com água oxigenada. Se houver algum corpo estranho (caco de vidro, farpa, espinho, etc.) remova-o com a pinça, se puder fazê-lo com facilidade, se não, deixe esta tarefa para o médico.

Depois da aplicação de água oxigenada, seque o ferimento com um pouco de algodão e aplique Mercúrio Cromo. Se o ferimento for pequeno cubra com um Band-Aid, se for maior coloque uma atadura de gaze esterilizada e prenda com esparadrapo.

Quando o ferimento for um pouco profundo ou não muito pequeno pode-se aplicar um pó cicatrizante após ter passado o Mercúrio Cromo, cobrindo então com a atadura.



TEMPERATURA

A temperatura é o grau do calor que o corpo possui. Quando a temperatura de uma pessoa está alta (o normal está entre 36,5 e 37 graus centígrados), dizemos que ela está com febre. A febre, em si mesma, não é uma doença, mas pode ser o sinal de alguma doença.

Pode-se identificar vários sintomas de febre:

· Sensação de frio;
· Mal-estar geral;
· Respiração rápida;
· Rubor de face;
· Sede;
· Olhos brilhantes e lacrimejantes;
· Pele quente.

A febre alta é perigosa, pois pode provocar delírios e convulsões.

Quando uma pessoal tiver febre, podem-se tomar as providências a seguir:

· Se estiver acamada, retire o lençol ou cobertor. Se for criança pequena, desagasalhe-a, deixando apenas roupa leve até que a temperatura chegue ao normal;
· Ofereça líquidos à vítima. Toda pessoa com febre deve beber bastante líquido, como sucos;
· É importante saber quando a febre começa, quanto tempo ela dura e como acaba, para melhor informar ao médico.
· Ponha panos molhados com água e álcool (meio a meio) sobre o peito e a testa. Troque-os com freqüência, para mantê-los frios, e continue fazendo isso até que a febre abaixe;
· Se houver condições, dê um banho morno prolongado, em bacia, banheira ou chuveiro.

Você pode ter idéia da temperatura colocando as costas de uma de suas mãos na testa da pessoa doente e a outra na sua testa, se a pessoa doente tiver febre, você sentirá a diferença.

A febre muito alta e persistente é perigosa, se não for controlada e abaixada. Dependendo do caso, você deverá procurar socorro médico.



ENTORSE

Os ossos do esqueleto humano estão unidos aos outros através dos músculos, mas as superfícies de contato são mantidas umas de encontro às outras por meio dos ligamentos.

A vítima de entorse sente dor intensa na articulação afetada. Acompanhando a dor, surge o edema (inchação). Quando os vasos sanguíneos são rompidos a pele da região pode ficar, de imediato, com manchas arroxeadas.

Quando a mancha escura surge 24 ou 48 horas após o acidente, pode ter havido fratura e, nesses casos, deve-se providenciar ajuda médica, de imediato.

As entorses mais comuns são as do punho, do joelho e do pé. O Socorrista de uma vítima com entorse deve imobilizar a articulação afetada como no caso de uma fratura, e pode colocar gelo ou compressas frias no local antes da imobilização.

Podemos também imobilizar a articulação através de enfaixamento, usando ataduras ou lenços.

Não se deve permitir que a vítima use a articulação machucada. Após o primeiro dia, podem-se fazer compressas quentes e mergulhar a parte afetada em água quente, na temperatura que a vítima suportar.

Fazendo aplicações de calor várias vezes por dia e mantendo-a imóvel, a articulação atingida por uma entorse normalmente recupera-se dentro de uma semana. Isso se não houver outras complicações, como derrame interno , ruptura dos ligamentos ou mesmo fratura.



HEMORRAGIAS

Conceito: É a perda de sangue devido ao rompimento de um vaso sanguíneo.


- HEMORRAGIA EXTERNA

É resultante de um ferimento com exteriorização sanguínea.

1º socorros:

· Compressão à distancia;
· Elevação de membro;
· Tamponamento;
· Garrote;
· Torniquete

Obs.: Em membros amputados ou esmagados, aplica-se o torniquete.

COMO FAZER O TORNIQUETE:

· Enrole o pano em volta da parte superior do braço ou da perna;
· Dê meio nó (nó simples);
· Coloque um pedaço de madeira no meio nó;
· Dê um nó completo sobre a madeira;
· Torça o pedaço de madeira até parar a hemorragia;
· Deixe o torniquete apertado em no máximo 10 minutos. Se a hemorragia não parar, repita a operação;


- HEMORRAGIA INTERNA

É resultante de um ferimento profundo com lesão de órgão interno.

Sintomas:

. Pulso fraco e rápido;
. Pele fria;
. Sudores;
. Sede;
. Tonteira.

TIPOS DE HEMORRAGIA INTERNA

- ESTOMATORRAGIA * Hemorragia proveniente da boca.

1º socorros: Dar líquidos gelado para a vitima beber.

- METRORRAGIA * Hemorragia por via vaginal

Sintomas: Perda anormal de sangue pela vagina entre os períodos mestruais.

Causas:
. Abortamento;
. gravidez ectópica (nas trompas);
. estupro (violência sexual);
. tumores;
. retenção de membrana placentárias no parto;
. ruptura urinária no parto;
. traumatismo vaginal no parto.

1º socorros:

. Manter a vítima em repouso;
. Aplicar compressas geladas ou bolsas de gelo sobre o baixo ventre;
. providenciar socorro médico.


- HEMOPTISE * Hemorragia proveniente dos pulmões.

Sintomas: O sangue sai em golfadas pela boca, vermelho vivo e espumoso.

1º socorros:

. Bolsa de gelo no tórax;
. Deitar a vítima de forma que a cabeça fique mais baixa que o corpo;
. Garrote em três membros em rodízio no intervalo de 2 minutos.


- HEMATÊMESE * Hemorragia proveniente do estômago.

Sintomas: O sangue sai pela boca como se fosse borra de café, pode vir ou não com restos de alimentos.

1º socorros:

. Bolsa de gelo abaixo do umbigo.


- OTÓRRAGIA * Hemorragia proveniente do ouvido.

Classificação:

. Simples;
. Composta - TCE ( traumatismo crânio encefálico).

Simples - Sangra muito e o sangue sai normal.

1º socorros:

. Compressão à distancia ( temporal ou facial);
. Tapar com algodão ou gaze seco.

Composta - Sangra pouco e o sangue sai com liguor.

1º socorros:

. Lateralizar a cabeça de forma que o sangue saia.


- EPISTAXE * Hemorragia proveniente do nariz.

1º socorros:

. Jamais vire a cabeça para trás, pois o sangue pode descer para o pulmão;
. Tapar com algodão ou gaze seco;
. Comprimir a narina.



AFOGAMENTO

Afogar-se não é risco exclusivo dos que não sabem nadar. Muitas vezes até um bom nadador se vê em apuros por algum problema imprevisto: uma cãibra, um mau jeito, uma onda mais forte. Outras vezes a causa é mesmo a imprudência de quem se lança na água sem saber nadar. E pode ocorrer, ainda, uma inundação ou enchente, daí surgindo vítimas de afogamento.


Existem dois tipos de materiais que servem para auxiliar a retirar da água uma vítima de afogamento:
. materiais nos quais a vítima pode agarrar-se para ser resgatada: cordas, pedaços de pau, remo, etc.;
. materiais que permitem que a vítima flutue até chegar o salvamento: barcos, pranchas, bóias, etc.

Evidentemente ninguém irá atirar-se à água ao primeiro grito de socorro que ouvir. Você deve proceder de modo exposto a seguir.

Providencie uma corda, barco, bóia ou outro material que possa chegar até a vítima. Caso não disponha de nada disso, parta para outras alternativas.

Se souber nadar bem, procure prestar socorro adequadamente. Verifique a existência ou não de correnteza ou de águas agitadas. Certifique-se do estado da vítima: se está imóvel ou debatendo-se. Mesmo os melhores nadadores encontrarão dificuldades em nadar contra uma correnteza e águas agitadas em qual a melhor maneira de chegar até a vítima.

Uma vítima de afogamento pode estar desacordada quando o salvamento chegar. Se não estiver inconsciente e desacordada, certamente estará em pânico e terá grande dificuldades de raciocinar. Procure segurá-la por trás, de forma que a mesma não possa se agarrar a você e impedi-lo de nadar.

Quando você chegar à margem com a vítima, seu trabalho de salvamento ainda não terá terminado. Caso o afogado esteja consciente e só tenha engolido um pouco de água, basta confortá-lo e tranquilizá-lo. Se estiver sentindo frio, procure aquecê-lo. Em qualquer circunstância, é aconselhável encaminhá-lo a Socorro médico.

Se a vítima, no entanto, estiver inconsciente, é muito provável que apresente a pele arroxeada, fria e ausência de respiração e pulso. Nesses casos, a reanimação tem de ser rápida e eficiente , e pode começar a ser feita enquanto você estiver retirando a vítima da água. Vire-a e passe a aplicar-lhe a respiração boca-a-boca. Se necessário, faça também massagem cardíaca.

Assim que a vítima estiver melhor e consciente, providencie sua remoção para um hospital.

O termo asfixia, indica concomitância de um baixo nível de oxigênio e um excesso de gás carbônico no organismo.

Classificação e sintomas do grau de afogamento:

· Grau I ou Benigno:

É o chamado afobado. É aquele que entra em pânico dentro d’água, ao menor indicio de se afogar. Esse afogado, muitas das vezes, não chega a aspirar a água, apenas apresenta-se:

- Nervoso - Cefaléia (dor de cabeça);
- Pulso rápido - Náuseas/vômitos;
- Pálido - Respiração;
- Trêmulo

Primeiros Socorros:

Muitas das vezes, o afogado é retirado da água, não apresentando queixas. Neste caso, a única providência é registrá-lo e orientá-lo.

- Repouso - Aquecimento

· Grau II ou Moderado:

Neste caso já são notadas sinais de agressão respiratória e por vez, repercussão no Aparelho Cárdio Circulatório, mas consciência mantida, os sintomas são:

- Ligeira Cianose - Secreção Nasal e Bucal com pouca espuma;
- Pulso Rápido - Palidez;
- Náuseas/vômitos - Tremores;
- Cefaléia

Primeiros Socorros:

- Repouso - Aquecimento;
- Oxigênio e observação no CRA

· Grau III ou Grave:

Neste caso o afogado apresenta os seguintes sintomas:

- Cianose - Ausento de secreção Nasal e Bucal;
- Dificuldade Respiratória - Alteração Cardíaca;
- Edema Agudo do Pulmão - Sofrimento do Sistema Nervoso Central

Primeiros Socorros:

- Deitar a vítima em decúbito dorsal e em declive;
- Aquecimento;
- Hiper - estender o pescoço;
- Limpar secreção Nasal e Bucal;
- Providenciar remoção para CRA

· Grau IV ou Gravíssimo:

A vítima apresenta-se em parada Cárdio - Respiratória, tendo como sintomas:

- Ausência de Respiração - Ausência de Pulso;
- Midríase Paralítica - Cianose;
- Palidez

Primeiros Socorros:

- Desobstrução das Vias Aéreas Superiores;
- Apoio Circulatório;
- Apoio Respiratório;
- Providenciar remoção para CRA



CHOQUE ELÉTRICO

Os choques elétricos podem acontecer com freqüência, mesmo porque vivemos cercados por máquinas, aparelhos e equipamentos elétricos. Em casos de alta voltagem, os choques podem ser fortes e causar queimaduras fortes ou até mesmo a morte. Os choques causados por correntes elétricas residenciais, apesar de apresentarem riscos menores, devem merecer atenção e cuidado.

Em qualquer acidente com corrente elétrica, o tempo gasto para prestar socorro é fundamental. Qualquer demora poderá ocasionar sérios problemas. Muitas vezes a pessoa que leva um choque elétrico fica presa à corrente elétrica. Não toque na vítima sem antes desligar a corrente elétrica. Se o Socorrista tocar na pessoa, a corrente irá atingi-lo também. Por isso, é necessário tomar todo o cuidado. Antes de mais nada, o Socorrista deve desligar a chave geral, ou tirar os fusíveis ainda, desligar a tomada.

Se por acaso não for possível tomar nenhuma dessas providências, há ainda alternativas: afastar a vítima do fio elétrico com um cabo de vassoura ou com uma vara de madeira, bem secos. Antes, porém, verifique se os seus pés estão secos e se você não está pisando em chão molhado.

Para afastar a vítima, use algum material que não conduza corrente elétrica, como por exemplo, madeira seca, borracha, etc. Em seguida, inicie imediatamente o atendimento à vítima. Deite-a e verifique se ela está respirando, ou se precisa de respiração artificial e/ou massagens cardíacas. Se necessário, aja imediatamente. Observe se a língua não está bloqueando a passagem do ar.

Logo após, verifique se a vítima sofreu alguma queimadura. Cuide das queimaduras, de acordo com o grau que elas tenham sido atingidas. Tendo prestado os primeiros socorros você deve providenciar a assistência médica. As correntes de alta tensão passam pelos cabos elétricos que vemos nas ruas e avenidas. Quando ocorre em fios de alta tensão, na rua, só a central elétrica pode desligá-los. Nestes casos, procure um telefone e chame a central elétrica, os bombeiros ou a polícia. Indique o local exato em que está ocorrendo o acidente. Procedendo desta maneira você poderá evitar novos acidentes.

Enquanto a corrente não for desligada, mantenha-se afastado da vítima, a uma distância mínima de 4 metros. Não deixe que ninguém se aproxime ou tente ajudá-la. Somente após a corrente de alta tensão ter sido desligada você deverá socorrer a vítima.



CONVULSÃO EPILÉTICA

A crise convulsiva caracteriza-se pela perda repentina de consciência, acompanhada de contrações musculares violentas. A vítima de uma crise convulsiva sempre cai e seu corpo fica tenso e retraído. Em seguida ela começa a se debater violentamente e pode apresentar os olhos virados para cima e os lábios e dedos arroxeados. Em certos casos, a vítima baba e urina.

Estas contrações fortes duram de dois a quatro minutos. Depois disto, os movimentos vão enfraquecendo e a vítima recupera-se lentamente. A crise convulsiva pode acontecer em conseqüência de febre muito alta, intoxicação ou, ainda, devido a epilepsia ou lesões no cérebro.

Diante de um caso de convulsão, tome as providências seguintes:

. Deite a vítima no chão e afaste tudo o que esteja ao seu redor e possa machucá-la (móveis, objetos, pedras, etc.) não impeça os movimentos da vítima.

. Retire as próteses dentárias, óculos, colares e outras coisas que possam ser quebradas ou machucar a vítima.

. Para evitar que a vítima morda a língua ou se sufoque com ela, coloque-lhe um lenço ou pano dobrado na boca entre os dentes.

. No caso de a vítima já ter cerrado os dentes, não tente abrir-lhe a boca.

. Desaperte a roupa da vítima e deixe que ela se debata livremente; coloque um pano debaixo de sua cabeça, para evitar que se machuque.

A pessoa que está tendo convulsões apresenta muita salivação. O estado de inconsciência não permite que ela engula a saliva. Por isso, é preciso tomar mais uma providência para evitar que fique sufocada: deite-a com a cabeça de lado e fique segurando a cabeça nesta posição.

Desta forma a saliva escoará com facilidade. Não dê a vítima nenhuma medicação ou líquido pela boca, pois ela poderá sufocar. Cessada a convulsão, deixe a vítima em repouso até que recupere a consciência. Após a convulsão, a pessoa dorme e este sono pode durar segundos ou horas. Coloque-a na cama ou em algum lugar confortável e deixe-a dormir. Em seguida, encaminhe-a à assistência médica.

Nunca deixe de prestar socorro à vítima de uma crise epilética convulsiva, pois sua saliva (baba) não é contagiosa.



INSOLAÇÃO

Pode manifestar-se de diversas maneiras: subitamente, quando a pessoa cai desacordada, maneando a pulsação e a respiração; ou após o aparecimento de sintomas e sinais como tonturas, enjôos, dor de cabeça, pele seca e quente, rosto avermelhado, febre alta, pulso rápido, respiração difícil.

Os sintomas e sinais de insolação nem sempre aparecem ao mesmo tempo. Normalmente podemos verificar apenas alguns. O importante então é que você saiba exatamente o que fazer no caso de uma pessoa passar muito tempo exposta ao sol e apresentar algum sinal de insolação.

Enquanto você aguarda o socorro médico, procure colocar a vítima à sombra, fazer compressas frias sobre a sua cabeça e envolver seu corpo em toalhas molhadas. Isso é feito para baixar a temperatura. Em seguida deite a pessoa de costas, apoiando a cabeça e os ombros para que fiquem mais altos que resto do corpo. O ideal é que a temperatura desça lentamente, para que não ocorra o colapso, próprio de quedas bruscas de temperatura.

Após ter prestado os primeiros socorros, deve se procura ajuda médica, com urgência.



QUEIMADURAS

Denomina-se queimadura toda e qualquer lesão ocasionada no organismo humano pela ação curta ou prolongada de temperaturas extremas sobre o corpo humano. As queimaduras podem ser superficiais ou profundas e é possível dividi-las em diferentes tipos, de acordo com a gravidade. A gravidade de uma queimadura não se mede somente pelo grau de lesão, mas também pela extensão da área atingida.

São consideradas grandes queimaduras aquelas que atingem mais de 15% do corpo, no caso de adultos. Para crianças de até 10 anos, são considerados grandes queimaduras aquelas que atingem mais de 10% do corpo.

Para avaliar melhor a gravidade de uma queimadura, você pode adotar a tabela abaixo:

Cabeça 9%
Pescoço 1%
Tórax e abdômen, inclusive órgãos genitais 18%
Costas e região lombar 18%
Membro superior direito (braço) 9%
Membro superior esquerdo (braço) 9%
Membro inferior direito (perna) 18%
Membro inferior esquerdo (perna) 18%

Se o socorrista souber classificar uma grande queimadura e encaminhar a vítima para um pronto socorro, já será de grande valia.

Vamos conhecer e especificar cada caso e saber como agir em cada um deles.

- Queimadura de 1º Grau

É a queimadura mais comum, geralmente deixa a pele avermelhada e provoca ardor e ressecamento da pele. Uma queimadura de 1º grau nem sempre é grave. Porém se ela atingir mais da metade do corpo, pode vir a tornar-se muito grave.

Se uma queimadura de 1º grau não for muito extensa, o socorrista pode tomar algumas medidas:

· Oferecer água, para hidratar a vítima;
· Em seguida, tentar aliviar a dor, deixando um tempo em água fria (chuveiro, torneira) ou aplicando compressas de água fria.


- Queimadura de 2º Grau

As queimaduras de 2º grau são aquelas que atingem as camadas um pouco mais profundas da pele. Caracterizam-se geralmente pela formação de bolhas e desprendimento das camadas da pele; provocando dor e ardência local.

Estas queimaduras são mais graves que as de primeiro grau porque a perda de água que elas podem provocar eventualmente leva à desidratação. Nesses casos, dê líquidos por via oral, aplique compressas frias no local e providencie assistência médica imediatamente.


- Queimadura de 3º Grau

As queimaduras de 3º grau são aquelas em que todas as camadas da pele são atingidas , podendo ainda alcançar os músculos e os ossos, provocando feridas profundas e dores muito fortes. As queimaduras de 3º grau são as mais graves e representam sérios riscos para a vítima, sobretudo se atingirem grande extensão do corpo.

Para tratar de queimaduras, em geral, mantenha a vítima deitada. Lave bem as mãos antes de tratar das queimaduras, para não provocar infecções.

Em seguida , corte todas as roupas que estão perto das regiões queimadas. Não desloque ou retire a roupa que ficou sobre as queimaduras, para não aumentar as feridas.

Cubra as feridas com gaze ou com um pano limpo, sem apertar, umedecendo continuamente. Não use outro tipo de material, porque pode grudar e piorar ainda mais o estado da vítima.

Nunca fure as bolhas nem toque na parte queimada. Isto poderá causar uma infecção e piorar o estado da vítima.

Se a vítima estiver consciente, dê-lhe de beber bastante água (de preferência com sal) e providencie ajuda médica.

Não aplique nenhuma substância sobre a queimadura, que não seja hidratante.


QUEIMADURA POR FOGO

Quando a queimadura for causada por fogo e as roupas estiverem se incendiando, a primeira providência é, naturalmente, apagar o fogo. Dependendo do local do acidente e dos recursos disponíveis, de imediato pode-se usar um cobertor para sufocar as chamas ou rolar a vítima no chão.

Se as queimaduras atingirem o tórax, abdômen ou costas, pode-se jogar água fria sobre as feridas, para aliviar as dores. Em seguida, remover a vítima para um hospital.

Se a vítima estiver consciente, dê-lhe bastante líquido para beber: água, chá ou sucos. Anime-a e tranquilize-a.


QUEIMADURA POR SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS
(tintas, ácidos, detergentes, etc.)

Antes de cuidar dos ferimentos, é preciso molhar todas as peças de roupa que estejam impregnadas pela substância para remove-las sem causar maiores danos. Isso porque o contato com a roupa pode gerar novas queimaduras . Depois, devemos lavar o local queimado com água em abundância, durante 10 a 15 minutos, para que não reste qualquer resíduo da substância química e, em seguida, proteger as feridas com gaze ou pano limpo.

A queimadura nos olhos é um caso muito especial. A ação deve ser rápida, para evitar a perda parcial o total da visão. Neste caso, devemos lavar o olho da vítima com bastante água.

Depois que a ferida estiver limpa, deve-se colocar sobre ela um curativo de gaze ou pano limpo.



CORPOS ESTRANHOS

Pequenas partículas de poeira, carvão, areia ou limalha, grãos diversos, sementes ou pequenos insetos (mosquitos, formigas, mosca, besouros, etc.), podem penetrar nos olhos, no nariz ou nos ouvidos. Se isso ocorrer, tome os seguintes cuidados:

OLHOS

Nunca esfregue o olho
Não tente retirar corpos estranhos escravos no globo ocular.

- Primeiras providências

Faça a vítima fechar os olhos para permitir que as lagrimas lavem e removam o corpo estranho.

Se o processo falhar, lave bem as mãos e adote as seguintes providências:
pegue a pálpebra superior e puxe para baixo, sobre a pálpebra inferior, para deslocar a partícula;
Irrigue o olho com água limpa, de preferência usando conta-gotas peça à vítima para pestanejar.

Se, ainda assim não resolver passe às terceiras providências:

Puxe para baixo a pálpebra inferior, revirando para cima a pálpebra superior, descoberto o corpo estranho, tente retirá-lo com cuidados, tocando-o de leve com a ponta úmida de um lenço limpo.

SE O CISCO ESTIVER SOBRE O GLOBO OCULAR, NÃO TENTE RETIRÁ-LO. COLOQUE UMA COMPRESSA OU PANO LIMPO E LEVE A VÍTIMA AO MÉDICO.

OS MESMOS CUIDADOS DEVEM SER TOMADOS QUANDO SE TRATAR DE CORPO ESTRANHO ENCRAVADO NO OLHO.

NARIZ

Comprima com dedo a narina não obstruída. Com a boca fechada tente expelir o ar pela narina em que se encontra o corpo estranho. Não permita que a vítima assoe com violência. Não introduza instrumentos na narina (arame, palito, grampo, pinça etc.). Eles poderão causar complicações.
Se o corpo estranho não puder ser retirado com facilidade, procure um medico imediatamente.

OUVIDOS

Não introduza no ouvido nenhum instrumento (ex.: arame, palito, grampo, pinça, alfinete), seja qual for a natureza do corpo estranho a remover. No caso de pequeno inseto, o socorro imediato consiste em colocar gotas de azeite ou óleo comestível no ouvido, a fim de imobilizar e matar o inseto.

Conserve o paciente deitado de lado, com o ouvido afetado voltado para cima. Mantenha-o assim, com o azeite dentro, por alguns minutos, após os quais deve ser mudada a posição da cabeça para escorrer o azeite. Geralmente, nessa ocasião, sai também o inseto morto.
Se o copo estranho não puder ser retirado com facilidade melhor mesmo é procurar logo o médico.



FRATURAS

Fratura é uma lesão em que ocorre a quebra de um osso do esqueleto.

Há dois tipos de fratura, a saber: a fratura interna e a fratura exposta.

FRATURA INTERNA (OU FECHADA)

Ocorre quando não há rompimento da pele. Suspeitamos de que há fratura quando a vítima apresenta:

· Dor intensa;
· Deformação do local afetado, comparado com a parte normal do corpo;
· Incapacidade ou limitação de movimentos;
· Edema (inchaço) no local; este inchaço poderá ter cor arroxeada, quando ocorre rompimentos de vasos e acúmulo de sangue sob a pele (hematoma);
· Crepitação, que provoca a sensação de atrito ao se tocar no local afetado.

A providência mais recomendável a tomar nos casos de suspeita de fratura interna é proceder à imobilização, impedindo o deslocamento dos ossos fraturados e evitando maiores danos.

- Como imobilizar

· Não tente colocar o osso "no lugar"; movimente-o o menos possível.
· Mantenha o membro na posição mais natural possível, sem causar desconforto para a vítima.
· Improvise talas com o material disponível no momento: uma revista grossa, madeira, galhos de árvores, guarda-chuva, jornal grosso e dobrado.
· Acolchoar as talas com panos ou quaisquer material macio, a fim de não ferir a pele.
· O comprimento das talas deve ultrapassar as articulações acima ou abaixo do local da fratura e sustentar o membro atingido; elas devem ser amaradas com tiras de pano em torno do membro fraturado.
· Não amarrar no local da fratura.

Toda vez que for imobilizar um membro fraturado, deixe os dedos para fora, de modo a poder verificar se não estão inchados, roxos ou adormecidos. Se estiverem roxos, inchados ou adormecidos, as tiras deves ser afrouxadas.

Em alguns casos, como no da fratura do antebraço, por exemplo, deve-se utilizar uma tipóia, dobre um lenço em triângulo, envolvendo o antebraço, e prenda as pontas deste atrás do pescoço da vítima.

Para imobilizar uma perna, você também deve utilizar duas talas longas. Elas devem atingir sempre o joelho e o tornozelo, de modo a impedir qualquer movimento destas articulações.

Muitos cuidados deve ser tomado em relação à vítima com perna fraturada. Não deixe que ela tente andar. Se for necessário transportá-la, improvise uma maca e solicite a ajuda de alguém para carregá-la.

NOS CASOS DE FRATURAS DE CLAVÍCULA, BRAÇO E OMOPLATA, BEM COMO LESÕES DAS ARTICULAÇÕES DE OMBRO E COTOVELO, DEVE-SE IMOBILIZAR O OSSO AFETADO COLOCANDO O BRAÇO DOBRADO NA FRENTE DO PEITO E SUSTENTANDO-O COM UMA ATADURA TRIANGULAR DOBRADA.


FRATURA EXPOSTA (OU ABERTA)

A fratura é exposta ou aberta quando o osso perfura a pele.

Nesse caso, proteja o ferimento com gaze ou pano limpo antes de imobilizar, a fim de evitar a penetração de poeira ou qualquer outras substância que favoreça uma infecção.

Não tente colocar os ossos no lugar. Ao contrário, evite qualquer movimento da vítima.. Procure atendimento médico imediato.


FRATURAS ESPECIAIS

Há casos que exigem cuidados especiais. São as fraturas de crânio, coluna, costelas, bacia e fêmur.

É muito importante que o socorrista saiba identificar os sintomas e sinais prováveis de cada uma dessas fraturas.

Fratura do crânio: Dores, inconsciência, parada respiratória, hemorragia pelo nariz (Epistaxe), boca (Estomatorragia) ou ouvido (otorragia);
Fratura de coluna: Dores, formigamento e incapacidade de movimento dos membros (braços e pernas);
Fratura de costelas: Respiração difícil, dor a cada movimento respiratório;
Fratura de fêmur e bacia: Dor no local, dificuldade de movimentar-se e de andar.

Ao suspeitar de uma dessas fraturas:

· Mantenha a vítima imóvel e agasalhada;
· Não mexa nem permita que ninguém mexa na posição da vítima até a chegada de pessoal habilitado (médico ou enfermeiro);
· Caso não seja possível contar com pessoal habilitado, transporte a vítima sem dobrá-la, erguendo-a horizontalmente com a ajuda de três pessoas.
· Coloque a vítima deitada de costas sobre uma superfície dura, como: maca, porta, tábuas, etc.

Observe a respiração e verifique o pulso da vítima. Se necessário, faça massagem cardíaca e repiração artificial.

No caso de fratura no crânio, os procedimentos devem ser os mesmos, mas com o cuidado de não movimentar a cabeça da vítima, de jeito nenhum.

Providencie transporte adequado e atendimento médico assim que tiver terminado a imobilização.

Lembre-se de que a vítima sempre deve ser transportada deitada.

Durante o transporte, peça ao motorista para evitar freadas bruscas ou buracos, que poderão agravar o estado da vítima.



CÃIBRA

O estímulo nervoso possui determinada eletricidade que, em contato com uma substância gelatinosa que banha o músculo, encaminha uma partícula de cálcio para dentro das fibras; o cálcio, então, ativa enzimas próprias do músculo que quebram a ATP. A única questão é haver moléculas de ATP em quantidade suficiente. Existem três fontes de ATP. A primeira seria uma espécie de estoque particular do músculo. A segunda é a glicose: reações dentro do músculo transformam a glicose das fibras ou trazidas pelo sangue em ATP e ácido lático. Esta é uma substância inibidora que, ao se acumular nas fibras, causa tanta dor que a pessoa não agüenta mais contrair o músculo.

Esse processo produz grande quantidade de energia, mas por tempo limitado. Por isso, é um metabolismo para atividades que exigem velocidade. Os atletas atenuam os efeitos do ácido lático e por isso suportam melhor um acúmulo da substância. Mas quem não é atleta cede a dor e logo pára. Do contrário, corre o risco de sentir uma cãibra. Nesses casos de cãibra, dá-se açúcar (glicose) para o paciente, para que rapidamente acabe com a cãibra

A Cãibra também ataca em plena madrugada, quando se está quieto, dormindo . Mas aí, o problema é neurológico, uma ordem equivocada para o músculo se contrair a toda velocidade, provocada muitas vezes por estresse psicológico.

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